quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Palavra Pastoral do Paroco

Igreja e Sexualidade.
Desafio da sociedade: Conviver com as Diferenças


Meus queridos irmãos e irmãs: saúdo a todos com a benção e paz de nosso Deus.

Foi convidado no mês de setembro a fazer um discurso - palestra para alunos e professores da segundo Grau. O tema da palestra foi: Igreja e Sexualidade. Durante a exposição do tema falei que nossa igreja diocesana está refletindo sobre o tema “Missão e Crescimento”. E quando deixamos espaço aberto para perguntas, dúvedas e pensamentos um aluno me disse: “Reverendo a igreja de vocês não vai crescer muito mais porque vocês ordenam mulheres e homossexuais”. Outra menina perguntou: Qual é o ensino da sua igreja sobre sexualidade? O que diz a igreja sobre preservativos, gays, a igreja de você permite namorar, casar...?

Vamos iniciar perguntando-nos sobre aquilo que mais causa polemica, o que é ser homossexual? A resposta todos nós já sabemos: é uma pessoa (homem ou mulher) que só se interessa e se sente atraída emocional e sexualmente por outra do mesmo sexo. No entanto se você questionar por que isso acontece, vamos encontrar uma variedade de respostas. Por que alguns seres humanos nascem homossexuais e a maioria é heterossexual? Vários profissionais da área da saúde vão apontar para uma serie de fatores psicológicos e sociais. A medicina ou a psicologia vão dizer que a pessoa vai ser gay por tudo aquilo que ela sentiu, imaginou, ou se viveu e ficou guardado na sua mente. A sociologia vai afirmar que tudo vai depender do meio em que se convive, isto é, a família, as amizades, indo até a época do nascimento. Dando também sua opinião a Biologia vai dizer que “existem um ou mais genes que determinam se uma pessoa vai ser homo ou heterossexual” (vale lembrar que isto ainda não foi comprovado cientificamente).

Já deu para você sacar que esta não é uma questão simples. O tema da homossexualidade tem até dividido o anglicanismo. Que no meu entender a teologia e nós teólogos não devemos nos dar o direito de definir ou controlar a vida sexual das pessoas ou tratar temas que são de outra área do saber. Uma palavra pastoral sim, mas posições radicais incentivam o preconceito e a homofobia. O Ente de estudo da teologia é outro.

Por outro lado especialistas e Estudiosos podem garantir a todos nós que a homossexualidade NÃO É:

UMA OPÇÃO. Quer dizer, ninguém, numa bela madrugada, decide que vai ser homo ou heterossexual, do mesmo jeito que se escolhe vestir um jeans ou uma calça social, ou ser enfermeiro ou veterinário.
DE JEITO NENHUM UMA DOENÇA que se pega ou se transmite.
E MUITO MENOS UMA SEM-VERGONHICE, para se usar um termo em que nossos avós dançavam valsas vienenses.
• Também não tem absolutamente nada a ver com LOUCURA, DISTURBIO MENTAL.

A igreja anglicana não tem uma posição oficial sobre o assunto. Continua sendo um tema polemico que ainda não se chegou a um consenso. Inclusive existem províncias anglicanas que mulheres vocacionadas chegam até o sacramento da ordem do diaconato. Mas nas “INSTANCIAS OFICIAIS DA IGREJA”, continua a reflexão.

O que eu posso dizer como pároco, reverendo e irmão de todos? A igreja anglicana não é a igreja de gays e de mulheres admitidas ao sacramento da ordem. A Igreja Episcopal, suas comunidades, são espaços cristãos onde todas as pessoas são acolhidas e convidadas a seguir o Cristo Ressuscitado que nos ama, nos perdoa, e nos acolhe a todos como seus filhos e filhas muito queridos. Quando uma pessoa entra em uma de nossas comunidades não ficamos olhando se aquela pessoa é pobre ou rica; gorda ou magra; de raça negra ou amarela; alta ou baixa; não ficamos perguntado qual é sua orientação sexual; ou preferências políticas. O que defendemos é o valor da pessoa humana na sua integridade e na sua dignidade.

A sexualidade humana é dom de Deus e mistério de amor entre duas pessoas. E, a homossexualidade é uma SEGUNDA manifestação da sexualidade humana. Isto não sou eu que afirmo é a historia que confirma ao longo dos séculos. Imagine se um dia nascer um filho, ou um neto ou um irmão gay na sua família. O que você faria? Começaria colocar culpa na pessoa que é pecado, doença ou coisa demoníaca? Não! Somos diferentes TAMBÉM na sexualidade. O que devemos evitar é o preconceito, a homofobia e sobre tudo a promiscuidade nas relações. Que quero dizer com isso? Que se você nasceu homo ou hetero cuide desse dom de Deus maravilhoso que é a sexualidade tendo uma relação estável de amor, cuidado e respeito com seu parceiro/a. Se não da para continuar porque acabou o amor, ou porque um deles está estragando a relação com mentiras, agressividade ou violência peça ao Senhor que te mande a pessoa certa para ti.

Desafio da Humanidade: Conviver com as Diferenças...

Uma das coisas mais importantes no convívio da sociedade humana é a mutua compreensão. Se não houver essa compreensão entre as pessoas que frequentemente tem de se cruzar nos caminhos da vida, então, esta se tornará difícil, o espírito de compreensão e solidariedade não existirá e a caridade fraterna será despedida. (Isto vale também para nós da Igreja que somos “pequenas humanidades-sociedades” cristãs).

É preciso que cada um vença as naturais dificuldades, faça um esforço maior e consiga ter aquela prioridade (do grego proteíos) necessária para não só acolher ou suportar com diz São Paulo, mas compreender as diferenças alheias e conviver com elas.

Um abraço a todos e tenha paz a profunda paz de Deus!
Reverendo Hermes Daniel Rodriguez
Pároco 
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DOMINGO 24 DE OUTUBRO DE 2010, foi o batizado de ANA CAROLINA FOGAÇA, foi uma bela celebração e um encontro fraterno com os pais de Ana Carolina, amigos, familiares e a comunidade da Benção Divina.


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No final da Santa Eucaristia, a Srta. CRISTINA, em nome dos pais proferiu uma mensagem de agradecimento em nome dos pais, pelo dom de vida que Deus concedeu a Ana Carolina, sua vitória e o seu batizado na Paróquia da Benção Divina.

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Veja momentos da celebração: 


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Rev. Hermes com os pais CINTIA e EVALDO e a pequena Anglicana Ana Carolina.


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" CAFÉ TIPO COLONIAL "

NA  TARDE DO DIA 24 DE OUTUBRO , A UMEAB OFERECEU UM "CAFÉ TIPO COLONIAL". A presidente do Núcleo Sra. Sônia Stein, falou que " tudo o que a UMEAB promove é para arrecadar recursos para algumas obras de caridade e ajudar a Paróquia no pagamento à Sra. Viviane na limpeza do templo.
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NUM AMBIENTE ALEGRE E ACONCHEGANTE FOI OFERECIDO O CAFÉ COLONIAL. A UMEAB agradece a colaboração de todos os amigos e amigas que se fizeram presente nesta tarde.
Deus abençoe a todos!







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