terça-feira, 26 de abril de 2011

Uma Palavra Pastoral do Pároco

          TEMPO DA PASCOA
                  “A Verdade é essa: nós morremos uma vez e seremos julgados” (Hb 9:27)

                Queridos irmãos e irmãs:
                        Jesus Ressuscitou! É Verdade. A verdade mais nobre da Historia da nossa fé.

                    Neste Tempo da Páscoa, tudo o que celebramos nos convida a perguntar-mos, afinal:
Reencarnação ou Ressurreição?
Adormecer da Mente ou Ressurreição?
Por que nós cristãs acreditamos no Cristo de Deus e na sua Ressurreição?

A Epistola aos Hebreus, como Palavra de Deus, abre caminhos na busca da verdade eterna. Hebreus, é uma
carta que durante muito tempo se supôs que fosse de Paulo. Mas hoje, estudiosos não tem duvida de dizer que não era de Paulo, e sim, provavelmente de um discípulo de Paulo. E é uma carta que destaca muito a função de Jesus Cristo como Sacerdote, Mediador e Redentor. E deixa claro aquilo que tantas vezes nós já ouvimos e aprendemos que no centro da nossa fé, não há um conjunto de verdades; não há um catecismo; não há nem um livro. No centro da nossa fé não há um conjunto de princípios morais. Mas no centro da nossa fé há uma pessoa Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele sim, é o centro de toda a História da Salvação, daquilo que nós chamamos de doutrina. É por causa dele que nasceu na igreja a assim chamada Lei Moral (ou Ética). Que é muito bem lembrada por Paulo como Lei do Amor. Ora, a Lei de Cristo é a lei do amor. Eu não sou chamado a obedecer ao Pai por temor e medo e sim, por amor. E o amor longe de nos tornar pessoas medíocres, achando que tudo é fácil, que podemos fazer as coisas de qualquer maneira, ao contrário, o amor é muito mais EMPENHATIVO. Porque na medida em que constatamos que Deus nos ama, somos chamados e obrigados a amá-lo muito mais. 

Ora, se Ele nos deu TUDO que Ele tem que é seu Filho; se Ele nos acompanha, se Ele é meu Pai; se Ele me olha como filho querido, como, eu, vou responder a esse imenso amor com pecado, com ingratidão a quem me Ama tanto? Por isso, Santo Agostinho costumava dizer: “Ama e faze o que quiseres”. Porque quem ama vai procurar fazer o bem. Como eu vou responder com ódio, com egoísmo, com indiferença, alguém que me ama? Ao contrario, eu me sinto obrigado. Mas não uma obrigação que seja um peso, mas a alegria de procurar fazer alguma coisa em resposta a quem me ama.
                           Então, por que Jesus Cristo é o Mediador? Porque é Ele que está entre nós e Deus. Que intercede por nós. É o autor da Carta aos Hebreus diz que “ele está diante de Deus intercedendo por nós”. Que alegria é a nossa saber que dia e noite diante do Pai está Jesus intercedendo por nós. Muitas vezes nos fixamos em nosso pecado, na nossa insignificância e limitação, na nossa miséria (isso é uma realidade), não adianta também querer fugir e não adianta também dizer ‘não é tudo igual é assim mesmo’. Mas nós, deveríamos nos fixar mais no Amor de Deus. E nessa certeza que nos ama tanto, Ele quis que seu Filho fosse o nosso Mediador. Aquele que continuamente diante do Pai apresenta a sua fidelidade, a sua vida, o seu amor perfeito ao Pai.

Toda outra mediação só se entende unida à mediação de Cristo. Por exemplo, há pessoas que não compreende a nossa fé e nos criticam. “Há vocês também tem santos... eu vi no Livro de Oração Comum que vocês rezam coletas pelos santos”. Na verdade o santo não tem nenhum poder. Ele tem poder junto de Cristo. Assim acontece no nosso dia-a-dia. As pessoas se aproximam de nós e nos pedem orações: por favor, reze por mim. Reze, eu estou precisando muito da sua oração. Quando eu rezo por alguém, o que estou sendo?  Um mediador entre a pessoa e Cristo. Mas a minha mediação ou a sua, tem valor em Cristo. Então, pensamos que seria algo impossível de se entender ou aceitar a mediação de qualquer pessoa. Mas sempre na Mediação de Jesus Cristo.

A mesma coisa é a Santidade. Só há um santo que é Jesus. Mas o chamado universal à santidade é para todos os cristãos. Somos chamados à santidade em Jesus. Nós revestindo de sua Graça e da sua misericórdia. Então Jesus é o mediador junto do Pai.

A carta aos Hebreus fala também de Cristo como Sacerdote. O sacerdote é aquele que oferece ao Pai a sua vida num perene sacrifício de ação de graças ao Pai. O Pai é Pai. É Deus criador. Ele merece todo nosso amor, nossa adoração, toda nossa vida. E é verdade, quantas vezes nós nos esquecemos de Deus estamos tão preocupados com nossos problemas, cuidando das coisas do dia-a-dia sem nos lembrar Dele. Mas continuamente devemos elevar nossa mente a Ele.

Jesus Cristo em nosso nome se oferece ao Pai. A oferta de Cristo é perfeita. Digna do Pai. A nossa oferta é sempre imperfeita. Tudo o que nós oferecemos, tem sempre a nossa marca, a nossa mancha. Mas Jesus nos assume. E Ele sabe quem somos: seres imperfeitos; temos sempre boa vontade, mas vivemos falhando,  Jesus mesmo nos lembrou que pecamos 70 vezes 7 por dia. Ele diz: eu sei como você é, sei de tudo, mas eu me ofereço por você, Eu o assumo. E mais ainda, Jesus nos valoriza, assume nossa vida e a oferece com a Sua ao Pai.

Depois, encontramos uma passagem muito forte na carta quando diz: “A verdade é essa, nós morremos uma vez e seremos julgados” (Hb 9:27). Ou seja, é contra toda idéia de reencarnação. Quando alguém admite a idéia da reencarnação, está dizendo o que? Eu preciso me salvar; eu preciso me redimir; eu preciso fazer alguma coisa para conseguir a salvação junto a Deus.  Ora, a fé nos diz o contrario: Cristo é nosso Sacerdote, O Mediador, O Salvador. A sua vida oferecida ao Pai por mim, essa me possibilita abrir as portas da eternidade, ao dialogo e à comunhão com o Pai. Então, na hora que eu admito que eu tenho que me salvar purificando-me em reencarnações e sacrifícios e doenças... nessa hora estou dizendo, na pratica estou dizendo: Jesus Cristo a sua Redenção na Sexta Feira Santa foi em vão, foi inútil, você não me salvou coisa nenhuma, eu é que tenho que me esforçar agora para me salvar. Quer dizer eu anulo a Redenção de Cristo. Isso é gravíssimo, porque na hora em que tirarmos esse aspecto do Sacrifício Redentor de Cristo, é como se de um grande Edifício tirássemos todo seu alicerce, todo o seu fundamento. Nossa Fé ficaria como sobre a área, então qualquer vento, qualquer chuva faria com que esse Edifício caísse. 

Nossa Fé se fundamenta numa pessoa: Nosso Senhor Jesus Cristo. Espero que os irmãos percebam que estou insistindo no lugar de Jesus na Historia da Salvação. E ainda existem hoje, correntes religiosas por aí dizendo não, Ele é um salvador como há outros salvadores. Com a mesma força e com o mesmo poder. Ele é um a mais. Não! Nós acreditamos que Ele é o Único Salvador. E isso tem um peso para nós porque nos obriga a anunciá-lo, a comunicá-lo, e não só vivermos de acordo com aquilo que Ele nos ensina, mas a proclamar a todos: Olha, aqui está alguém que deu a vida por você, que se oferece continuamente por você, que quer o seu bem e a sua Salvação. Então, para nós, como discípulos, anunciar Jesus Cristo, ser missionários é uma decorrência normal. E não basta às vezes testemunhar Jesus Cristo, há situações em que é preciso proclamá-lo e Paulo dirá: “quer agrade, quer não agrade”, escrevendo a Timóteo.

Por isso, alegremo-nos temos um Redentor, deu a vida por nós. E tem coisas que não adianta. Não adianta mesmo. Está escrito nos evangelhos que tentaram corromper os soldados, que o corpo de Jesus foi roubado... Não adianta. Nós podemos fazer uma viagem e encontrar o sepulcro de Naome, de Buda, de Mussolini, agora de SAI BABA, e outras expressões de fé e credo, mas, o nosso Jesus, nós não o vamos encontrar. Não o vamos encontrar porque Ele não está no Tumulo. O sepulcro está vazio. Ele está vivo Ele está ressuscitado. Essa é a grande Graça e a grande Força da Páscoa.

Tomara que você tenha uma experiência com o Ressuscitado. Cabe-nos permitir, deixar que essa Redenção nos toque. Deixar que a Ressurreição nos toque e ao mesmo tempo de caminhar na certeza de que é verdade: eu sou pecador, eu sou limitado. Mas acima de tudo há uma outra verdade muito mais forte: Jesus Cristo o Filho de Deus intercede por mim, intercede por cada irmão. Portanto “quando eu me uno a Ele e procuro concretizar na minha carne o que falta na sua Paixão” estou colaborando com Ele na sua Mediação. Amem

Na Luz do Senhor ressuscitado somos renovados pelo Espírito Santo.
Reverendo Hermes Daniel Rodriguez
Pároco

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Aconteceu nas Comunidades
(Veja alguns momentos das celebrações da páscoa nas comunidades)

1.Na Missão São Pedro – Canela –

2.No Ponto Missionário de Taquara.  – Taquara –  

3.Na Paróquia da Benção Divina – São Francisco de Paula – 

Radio Comunidade FM 105.9. Ao Meio – dia da sexta Feira Santa num momento de grande audiência, nossa Igreja, levou á cidade o Relato da Paixão de Nosso Senhor. Na foto Reverendo Hermes, Sra. Simone e Sr. Jairo. 

Procissão Ecumênica na Sexta Feira Santa. Neste ano, a procissão reuniu ao redor de 500 pessoas. Anglicanos e católicos romanos se reúnem em procissão para acompanhar os momentos finais da morte salvifica de nosso Senhor Jesus Cristo. É tradicional, antes da entrada na Igreja Matriz, abençoar o Hospital da cidade.

Colégio Monsenhor Armando Teixeira. Na Quarta Feira Santa, os 300 alunos do colégio Cipó, junto com os professores e a Diretora prof.ª Rita realizaram um encontro para meditar sobre “O verdadeiro significado da páscoa”. Veja Reverendo Hermes e o momento final de alegria e confraternização com os alunos e professores. Nota Interessante: o Colégio adotou como símbolo, a Bandeira Internacional da PAZ. 

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