O Novo Despertar Missionário da igreja, neste 3º Milênio, começa por uma Conversão pastoral e missionária da paróquia.
Queridos irmãos e irmãs: saúdo a todos na doce Paz de Cristo Ressuscitado.
Junho é o mês da Comunhão Anglicana e o mês da Missão na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. O Concilio da Diocese Meridional (ano 2011), refletiu que somos “Chamados para a Missão com Alegria e Paixão”. A Paróquia da Benção Divina iniciou no ano passado um Plano de Ação Pastoral (2010-2014), chamado de “Pastoral Transparente, Missão Permanente”. Algumas Metas já foram alcançadas antes do tempo estipulado. E continuamos firmes na caminhada. Buscando sempre que Deus aumente nossa fé e a Sabedoria. A fé acredita e a Sabedoria administra. Na Paróquia, nos próximos meses, teremos um casamento, novas Confirmações e dois batizados. No “Dia das Mães”, uma mãe que nos visitava pela primeira vez, disse: “adorei o rito anglicano, me senti bem, fui bem acolhida, é aqui que quero batizar o meu filho”. Também teremos o batismo de uma pessoa adulta. No Ponto Missionário de Taquara um irmão será recebido oficialmente na Comunhão Anglicana e, a Missão São Pedro está engajada com algumas reformas urgentes do Salão – Capela.
- O Plano de Ação Pastoral.
Pensei que a melhor maneira de dar uma contribuição positiva, para este momento significativo na vida das três comunidades, seria fornecer alguns elementos de reflexão, a partir das Quatro prioridades escolhidas na Apresentação do Plano de Ação Pastoral na Assembléia paroquial 2010. O Objetivo de Um Plano de Ação Pastoral é sempre indicar caminhos, avançar. Eis o objetivo de um Plano de Ação. Quer dizer, colocar-se no ritmo da missão evangelizadora da Igreja, respondendo aos novos desafios do momento presente.
O que caracteriza um Plano de Ação Pastoral? . O plano de Ação Pastoral é um tempo de esperança. Tempo marcado pelo desejo de renovação. O Plano de Ação Pastoral deve envolver toda a comunidade convocada em Assembléia. A assembléia deve partir sempre do estado atual da paróquia, respondendo às indagações fundamentais: - Quem somos? Onde estamos? Quantos somos? Como estamos?
Quem somos? Onde estamos? Quantos somos? E a quarta questão, muito ligada à primeira, “Como estamos?” procura analisar a implementação das propostas:
• Como foi o despertar missionário nos diversos setores e organismos da paróquia?
• Conseguimos reformar alguma estrutura para que fosse mais leve, acolhedora, inclusiva de novas pessoas?
• Tem sido facilitado o acesso das pessoas às estruturas pastorais da paróquia ou missão?
• Como estamos pensando a formação de lideres, a partir das três prioridades: Formação de lideranças leigas, Família e Juventude?
• Conseguimos reformar alguma estrutura para que fosse mais leve, acolhedora, inclusiva de novas pessoas?
• Tem sido facilitado o acesso das pessoas às estruturas pastorais da paróquia ou missão?
• Como estamos pensando a formação de lideres, a partir das três prioridades: Formação de lideranças leigas, Família e Juventude?
- Como estão sendo distribuídas as tarefas e ministérios nas comunidades?
- De que maneira nossa comunidade, está preparando-se para ter um “grupo de jovens”; um núcleo da Umeab, “um grupo de Acólitos”, “uma conta bancaria da comunidade, para termos um recurso financeiro”, “um grupo de homens”; um grupo que se disponha ajudar pessoas necessitadas... Um templo, ministérios, etc.
2. A Conversão Pastoral e o Papel importante da Paróquia.
A prova de vitalidade de uma paróquia está na sua capacidade de eliminar gradualmente as amarras que a impedem de caminhar e, de atualizar-se para que a conversão pastoral aconteça. Neste sentido, torna-se urgente repensar a pastoral do Batismo (como direito de toda criança, COMUNICANDO à sociedade que a igreja Anglicana é também uma Igreja Sacramental). A pastoral Familiar. O Ministério da Acolhida e da Contribuição. A participação dos jovens em nossas comunidades. A distribuição de tarefas e serviços entre os membros. Não há Igreja sem ministérios, meus irmãos.
Quero destacar aqui, o papel da paróquia. Dentro do conceito de eclessiologia, a paróquia torna presente a Igreja Anglicana nesta cidade. Através da Cota Mensal contribui financeiramente com a diocese. Sua estrutura está a serviço do evangelho e de todas as pessoas. Ela é matriz porque atende comunidades. Portanto, afirmamos que a paróquia se compromete com a missão quando ajuda, atende e, porque não, como São Paulo, o apostolo, funda grupos e comunidades. A paróquia é, na expressão local e concreta, aquilo que a Igreja é no seu todo. Na paróquia, a Igreja manifesta de maneira próxima e perceptível a sua vida e sua missão; ela é uma comunidade organizada de batizados, de bens espirituais, simbólicos e materiais, de organizações e iniciativas, que fazem a Igreja acontecer num determinado espaço e contexto. Se a paróquia vai bem, a Igreja ali também vai bem; e, se a paróquia vai mal, ali a Igreja vai mal. A Igreja poderia ficar reduzida ao Culto Dominical, a uma série de estruturas e organizações, sem chegar às pessoas concretas, se a paróquia não vivesse bem sua identidade e sua missão, como comunidade viva e dinâmica.
Proponho, antes de tudo, uma profunda tomada de consciência daquilo que dá sentido à existência da paróquia e o que ela é chamada a ser. Se for vista com os olhos da fé eclesial, a paróquia é uma realidade bonita, abençoada e preciosa. Fazemos parte de um corpo maravilhosos que é a Igreja. Mas hoje, certamente, precisamos fazer alguns passos para ir além da preocupação com a conservação daquilo que somos e temos: a paróquia precisa fazer, uma decidida “conversão pastoral e missionária” de suas pessoas, organizações e estruturas pastorais. É necessário adotar uma nova atitude e preocupação, que traduza um claro objetivo missionário.
A paróquia é a “comunidade missionária dos discípulos de Cristo” no meio da sociedade. É comunidade de pequenos núcleos cristãos, famílias, pessoas, grupos, organizações e instituições, que testemunham a variedade, a riqueza e a beleza dos dons de Deus e estão a serviço da missão recebida de Cristo. A paróquia é a Igreja “na base”, célula viva do Corpo de Cristo, onde a maioria dos batizados tem a possibilidade de fazer uma experiência concreta de encontro com Cristo Ressuscitado e viver uma espiritualidade fortemente comunitária e em comunhão eclesial.
Queremos, com a Graça de Deus, trabalhar pela humanização da pastoral para que ela corresponda cada vez mais ao projeto do Reino, anunciado por Jesus. Estar disposto a recomeçar a cada dia, lançando as redes, como compromisso com o Evangelho. Hoje vemos a necessidade de uma “paixão pela Igreja de Cristo”, que deve se refletir, em primeiro lugar, nas lideranças. Falta alegria, porque a igreja sofre. Sofre muitas vezes pelas atitudes inconseqüentes de seus próprios membros: atitudes doentias, comportamento emocional e racional imaturo, falta motivação nas pessoas, etc. Tudo isso vai destruindo o corpo de Cristo. O Senhor Jesus, nos disse que a Igreja seria sempre sofredora, de diversos modos, até o fim do mundo. Na obra Cidade de Deus, Santo Agostinho afirma que a Igreja peregrina na história entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus. E como é bom que a mensagem, da Palavra de Deus, não vai substancialmente na direção de posturas e devoções particulares, mas precisamente na resposta fundamental, ou seja, a conversão permanente, a conversão pastoral e missionária permanente, a penitência, a oração, e as três virtudes teologais: fé, esperança e caridade.
3. Concluindo.
A novidade que podemos descobrir hoje reside, também, no fato de que o “estado da Igreja” e “os sofrimentos da Igreja” vêm justamente do interior da Igreja, do pecado que existe na Igreja. O maior sofrimento e a maior perseguição da Igreja não vêm de inimigos externos, mas nasce do pecado na Igreja, e que a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de re-aprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender por um lado o perdão, mas também a necessidade de justiça. O perdão não substitui a justiça. Em uma palavra, devemos re-aprender precisamente estas coisas essenciais: a conversão, a oração, a penitência e as virtudes teologais. Assim respondemos que somos realistas ao esperar que o mal ataca sempre; ataca do interior e do exterior, mas que também as forças do bem estão presentes e que, no final, Deus é mais forte do que o mal, e que Seu Filho Ressuscitado é para nós a garantia visível, da bondade de Deus, que é sempre a última palavra na história.
Sigamos em frente, porque Deus está presente. Amem
Reverendo Hermes Daniel
Pároco
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Maio: Aconteceu nas Comunidades
118º Concilio da Diocese Meridional (Ano 2011). Bispo Diocesano, Clero e leigos da Diocese Meridional reuniu uma delegação de 58 pessoas, representando 16 paróquias e 10 missões, se reuniram em Concílio nos dias 29 e30 de abril e 1 de maio, na Paróquia da Virgem Maria em Caxias do Sul. O lema escolhido foi: “Chamados para a Missão com Alegria e Paixão”. (A Diocese atualmente atende 7 Pontos Missionários, a última re-fundação foi o Ponto Missionário de Taquara. Totalizando 33 Núcleos cristãos.) Na celebração de abertura o bispo diocesano leu sua Carta Pastoral dirigida ao povo diocesano, enfatizando que o concílio é sempre um momento de renovação e de comunhão. Onde a Igreja diocesana se reúne para partilhar e animar-se para A Missão. Mas sobre tudo é um tempo de despertamento para acordar do sono e ir em busca de novos caminhos. Parte do seu discurso Dom Orlando escreve: “Nosso amor por esta Igreja deve crescer. Somos parte de uma Igreja que promove a liberdade responsável, que estimula o uso da razão, que trata pastoralmente os assuntos morais, que dá aos leigos e leigas o seu lugar na administração, na liturgia e no governo da Igreja; que não reprime, que não discrimina e nem exclui a alguém por qualquer razão.Com alegria e paixão, desejamos que nossas paróquias e missões sejam, cada vez mais, canais por onde fluam os talentos e recursos, humanos e materiais, para capacitação de todos os seus membros em sua missão e ação pastoral”.
Dia das Mães. As mães merecem todas as homenagens. Muitas estão presentes, outras distantes, outras com o Pai. A Paróquia da Benção Divina e a Missão São Pedro homenagearam as mães com a entrega de uma flor e um forte abraço a cada uma das mães presentes. O reverendo Hermes também fez sua homenagem declamando:
“Mãe,
Não tem nada que uma mãe não possa enfrentar. A mãe não desiste nunca.
A mãe tem todas as forças do mundo a seu favor.
A mãe usa o maior escudo já existente.
SEU CORAÇÃO!
O que você pensa ao falar de uma Mãe …
Será muito pouco pelo que ela representa
Mãe, simplesmente Mãe.”
Não tem nada que uma mãe não possa enfrentar. A mãe não desiste nunca.
A mãe tem todas as forças do mundo a seu favor.
A mãe usa o maior escudo já existente.
SEU CORAÇÃO!
O que você pensa ao falar de uma Mãe …
Será muito pouco pelo que ela representa
Mãe, simplesmente Mãe.”
2º Encontro da Família Lopes dos Santos. Numa Solene Celebração Eucarística, a Paróquia acolheu o 2º Encontro da Família Lopes. Na Homilia o Reverendo Hermes falou desse dom maravilhoso que é a família. A palestra “Superando os Conflitos Familiares” foi dirigida aos casais de relacionamento duradouro e para Aqueles que estão tentando uma segunda ou terceira união, afinal, todos queremos ser felizes em nossos relacionamentos.
Posse da Junta Paroquial. No dia da Festa da Ascensão foi a posse dos 4 novos membros da Junta . Na foto: Sres. Alcino, Oscar, Gervasio e Evilasio.
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